David Hockney nasceu a 9
de julho de 1937, em Bradford, Yorkshire, Inglaterra. Estudou arte na Bradford
College of Art e, mais tarde, em Londres, na Royal College of Art,
notabilizando-se como pintor, cenógrafo, fotógrafo e gravador.
O interesse de
Hockney pela fotografia começou com as fotografias instantâneas mas num
contexto informal de registo dos diferentes momentos da vida privada.
As imagens de Hockney
são como desenhos feitos com uma câmara, compondo-se de fragmentos que usam a
ilusão da representação para nos dar a ideia da realidade.
O artista percebeu
que podia criar novas formas e novas realidades a partir dos fragmentos que
recolhia do todo – cada um era uma visão distinta, e cada uma delas requeria
tempo de análise. Isso agradava ao artista. Hockney percebeu que as decisões
que tomava quando fotografava eram semelhantes às decisões que tomava quando
fazia um desenho descritivo.
O todo é descontinuado
para dar lugar a um novo todo unificado que vive do que a câmara registou, dos
contornos brancos das películas que emolduram cada cena, das sobreposições
feitas pelo autor, das repetições que se sucedem nas distintas imagens.
Ao
artista agradava-lhe a imprevisibilidade do resultado, semelhante às surpresas
que podemos encontrar quando apreciamos cuidadosamente uma qualquer cena.
Hockney gosta de
se incluir nas realidades que retrata. Com alguma
frequência deixa uma mão, os pés, a sua sombra – algum indício que ateste a sua
presença aquando da captura da imagem. Segundo o artista, a fotografia é forçosamente autobiográfica, por isso o
fotógrafo tem de estar lá e misturar-se com a imagem.
Mother, Bradford Yorkshire, 1982
Celia’s
Children Albert + George Clark, Los Angeles, 1982
Jogo de palavras cruzadas, 1983
Minha mãe, 1982
Website do artista: aqui.
Fonte das imagens e bibliografia do texto:
HOCKNEY, D. [et. al.] (1985). David Hockney: fotógrafo. Lisboa : Fundação Calouste Gulbenkian.
Website do artista: http://www.hockneypictures.com/